Cariocas rejeitam título de ‘porco’ dado por Paes

04/12/2009

Jornal O Globo, 04/12/2009

A afirmação do prefeito Eduardo Paes de que o povo carioca “precisa ter mais educação, higiene e respeito com o espaço público” mobilizou a população em torno do debate sobre a limpeza nas ruas e praias da cidade. A discussão esquentou ainda mais depois que Eduardo Paes chamou os cariocas de “porcos”, quanto tratava dos banhistas que poluem as areias das praias, e ameaçou suspender por um dia inteiro o trabalho da Comlurb na Avenida Rio Branco e na orla carioca. O puxão de orelhas provocou reação imediata no fórum de debates da campanha “Nós e Você. Já São Dois Gritando” , que elegeu a limpeza urbana como tema de debates da semana, e teve em muitos de seus participantes ativos advogados de defesa do asseio da população.

Além de discordarem do prefeito, diversos leitores enviaram imagens do seu descontentamento com os serviços de limpeza urbana. As fotos mostram flagrantes de lixo nas ruas feitos pelos internautas – e enviados ao Eu-Repórter , seção de jornalismo partipativo do site do GLOBO. Alguns são exemplos de que nem sempre é só da população a culpa pela sujeira. O sistema de coleta em locais de grande movimento pode estar falhando também. A principal queixa é contra as lixeiras da cidade.

“A Comlurb não ajuda quem quer jogar o lixo no lugar certo. Essas papeleiras têm capacidade mínima e uma abertura minúscula. O que estão esperando para substituí-las?”, escreveu o empresário Roberto Motta, diretor da Associação de Moradores de Ipanema, ao enviar suas fotos. O empresário reconhece a falta de consciência ambiental de uma parcela significativa dos moradores da cidade, mas também reclama da eficácia dos recipientes instalados nos postes para comportar o lixo.

Outros leitores criticaram a ameaça do prefeito de tirar garis das ruas do Rio. “Retirar os garis com o pretexto de educar a população é um desrespeito com quem não joga lixo na rua. É muita cobrança para pouca realização”, considera o internauta Ricardo de Magalhães, que registrou sua queixa no fórum da campanha “Dois Gritando”. “O governo deveria usar os meios de comunicação para educar a população sobre a questão em vez de aplicar castigo”, protestou a leitora Carla Beatriz Barreto Nossar.

Outra fonte de indignação é a fiscalização (ou falta de) sobre a panfletagem irregular nas ruas, responsável por grande parte da imundície registrada no Centro, Catete e Tijuca. “Na Praça Saens Peña é enorme a quantidade de jovens distribuindo papéis. Quem pega, joga o anúncio fora dois passos adiante. A prefeitura tem conhecimento da situação e não faz nada. E agora o prefeito vem a público dizer que só a população é que é porca”, desabafa o leitor Rodolpho Evaristo de Oliveira Neto.

Reforçando a polêmica declaração de Paes, a Comlurb também responsabiliza quem emporcalha a cidade pelo excesso de lixo lançado nas ruas.

– Hoje existem mais de 120 mil papeleiras na cidade, sem contar com os 165 mil contêineres espalhados na orla e nas comunidades onde não chegam os caminhões compactadores. Se calhar de não haver uma lixeira por perto, o certo é guardar o que será descartado até encontrar um lugar próprio. Esse é um valor que deveria ser repassado em todos os lares – considera a presidente da Comlurb, Angela Fonti. 

Veja a reportagem completa em:
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/12/03/nao-somos-todos-porcalhoes-915039790.asp

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Prefeito do Rio causa mal-estar em reunião com o COI

31/10/2009

Prefeito do Rio causa primeira saia justa sobre os Jogos com diretor do COI. Eduardo Paes quer mudar o local do centro de mídia das Olimpíadas de 2016, mas Gilbert Felli se diz surpreso com mudança na proposta do dossiê.

Primeira reunião com representantes do Comitê Olímpico Internacional (COI), primeira saia justa. Neste sábado, durante o seminário de orientação do COI, no hotel Copacabana Palace, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, declarou que havia conversado com representantes da entidade máxima do esporte sobre a mudança de local do centro de mídia das Olimpíadas de 2016. A ideia seria trocar a Barra pela zona portuária.

Questionado sobre a nova proposta, Gilbert Felli, diretor de Jogos Olímpicos do COI, demonstrou surpresa. Sentados ao seu lado, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, e o secretário geral do CO-Rio, Carlos Roberto Osório, não fizeram comentários sobre a situação.

– Fico surpreso por ouvir que o prefeito quer mudar o planejamento apresentado pela cidade no dossiê. Qualquer mudança, por menor que seja, precisa da aprovação do COI. Se for para o melhor da cidade e o legado que deixará, estamos abertos a conversar. Mas essa questão do centro de mídia não é pequena. É uma mudança completa do que nos foi apresentado – afirmou Felli.

Veja a matéria completa em:
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Olimpiadas/0,,MUL1362387-17698,00-PREFEITO+DO+RIO+CAUSA+PRIMEIRA+SAIA+JUSTA+SOBRE+OS+JOGOS+COM+DIRETOR+DO+COI.html


Burocracia da Prefeitura Cancela Projeto Social no Vidigal

30/10/2009

O Estado de S. Paulo, 28/10/2009

O sonho de transformar o Morro do Vidigal, em São Conrado, zona sul do Rio, em polo turístico acabou. O empresário alemão Rolf Glaser, de 62 anos, que investiu R$ 1,1 milhão na compra de 37 propriedades na favela começou a vender tudo por 30% do valor de compra. “Perdi muito dinheiro. A prefeitura fez uma série de exigências e inviabilizou o negócio. Acho que algumas pessoas não gostam da favela, mas também não querem fazer nada para mudar a comunidade”, avaliou Rolf, que viaja hoje para a Alemanha. 

Em novembro de 2008, o alemão começou a comprar casas e terrenos no Morro do Vidigal, cuja favela tem vista panorâmica para o mar de São Conrado e para as Praias do Leblon e de Ipanema. A meta era construir casas que abrigassem turistas e um caminho de lojas, de lavanderia a uma casa de sucos. O empreendimento empregaria moradores do Vidigal – que, depois de algum tempo, seriam responsáveis por gerir o negócio. O empresário já participou de iniciativa semelhante na África.

O principal obstáculo ao empreendimento foi o embargo das obras pela prefeitura do Rio, em abril de 2009. “A prefeitura exigiu escrituras definitivas e os terrenos são posses. É a inoperância desses paquidermes gigantescos que são os órgãos públicos. A prefeitura veta porque quer voto. Eles barram qualquer pessoa que atraia a simpatia da população”, afirmou o arquiteto responsável pelo projeto, Hélio Pellegrino, do HGP Arquitetos Associados.

Procurado, o prefeito Eduardo Paes informou que não comentaria as críticas.

 

Veja a matéria completa:


Secretária de Educação de Paes não sabe Português

24/09/2009

A secretária municipal de Educação do Rio, Cláudia Costin, cometeu um um erro primário de grafia ao escrever sobre sua visita a um CIEP de Bangu, na Zona Oeste do Rio, no microblog Twitter.

Ao comentar sobre as pichações que cobriam os muros da escola, a secretária escreveu “pixação”.

Esse não é um erro admissível para alguém com a função de cuidar da educação de nossa cidade.

Leia em:

http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2009/09/24/secretaria-de-educacao-do-rio-comete-gafe-no-twitter-767751722.asp

 

Erro de português da Secretária na página do Twitter

Erro de português da Secretária na página do Twitter


Miriam Leitão: Paes Aumenta Burocracia para Arrecadar Mais

22/08/2009

Blog da Miriam Leitão em O Globo, 21/08/2009

Eduardo Paes aumenta burocracia para arrecadar mais

Em plena era da internet e das soluções em tempo real, a administração Eduardo Paes aumentou a burocracia na Prefeitura do Rio para arrecadar mais. A informação foi dada pelos próprios servidores, ligados à Secretaria de Ordem Pública.

O motorista que possui um carro rebocado é obrigado pela Prefeitura do Rio a pagar diárias que vão de R$ 20,22 (motocicletas) a R$ 199,98 (ônibus, caminhões e similares) pelo tempo em que o carro não é retirado do depósito. Ou seja, quanto maior o tempo dos veículos no pátio, mais dinheiro entra para os cofres da prefeitura.

Ainda de acordo com informações de servidores, a gestão Eduardo Paes trocou o tipo de boleto para o pagamento, eliminando o código de barras que possibilitava o pagamento em casa lotéricas. Agora, usa-se um boleto comum, desses que se compra em papelaria, que só pode ser pago na boca do caixa e em horário de funcionamento dos bancos (que é reduzido). Com isso, os carros passam mais tempo nos pátios pagando mais diárias.

Ao mesmo tempo em que tenta promover um choque de ordem na cidade, a Prefeitura não consegue colocar em ordem as informações que passa ao públicoSeu site (vejam aqui) diz que o pagamento pode ser feito em Casas Lotéricas, informação negada pelos servidores que disseram que esse site está desatualizado. Além disso, o telefone de informações ao público (21) 3293-1700 não funciona.

Como mostrou reportagem desta sexta-feira da jornalista Carla Rocha, do Globo, esse tipo de cobrança está sendo questionada na Justiça. As decisões proferidas até agora apontam que a Prefeitura pode apenas cobrar multas referentes à infração.

O blog solicitou por e-mail as seguintes informações à assessoria de imprensa da Prefeitura do Rio: Qual a receita das diárias de reboque (incluindo todos os tipos de veículos) no 1º semestre de 2009? Qual a mesma receita em anos anteriores? Quantos veículos foram rebocados de janeiro a julho deste ano? Quantos pagaram diária por pernoitar no estacionamento da Prefeitura? Por que o boleto para a retirada do veículo não permite o pagamento com código de barras, como era na gestão Cesar Maia? Quando isso foi alterado? O site da Prefeitura diz que pode ser pago em casas lotéricas, mas a informação passada na Rua das Andradas, 92, é que não pode. Como explicar isso? O telefone de informações ao público (21) 3293-1700 não funciona desde pelo menos quarta-feira. Por qual motivo?

Vamos ver em quanto eles retornarão e quais explicações têm a dar.

E vocês, leitores, têm visto aumento de burocracia na gestão pública?

 

Veja no blog da Miriam Leitão, em:


Choque de Desordem: Flanelinhas já retomam áreas no Rio

19/08/2009

Adaptado de O Globo, 18/08/2009, 23:35h

RIO – A escolha de uma empresa para operar as vagas do Rio Rotativo no trecho mais nobre da Zona Sul não foi suficiente para acabar com a farra dos flanelinhas. Durante três dias (no último fim de semana e terça-feira), o jornal O GLOBO flagrou guardadores clandestinos em 14 pontos que deveriam estar sendo controlados por operadores da Embrapark, responsável pelo serviço.

Na Rua Joana Angélica, em Ipanema, no sábado de manhã, dia de sol forte e praia lotada, um flanelinha chegava a exigir R$ 30 de motoristas, entre a Avenida Vieira Souto e a Rua Prudente de Moraes. O tíquete oficial custa R$ 2. Desde maio, a Embrapark administra 9.049 vagas, do Leme a São Conrado, incluindo Gávea e Lagoa – a chamada Área Azul.

A farra dos flanelinhas conta com a inoperância da Prefeitura e da Secretaria de Ordem Pública, que sequer têm a informação de quais áreas estão sem operador da Embrapark – que deveria estar sendo fiscalizada pela Prefeitura.

 

Leia a reportagem completa:

http://oglobo.globo.com/rio/transito/mat/2009/08/18/flanelinhas-voltam-extorquir-nos-estacionamentos-da-embrapark-757468717.asp


Eduardo Paes acaba com a poupança por mérito-escolar

18/08/2009

Eduardo Paes, absurdamente, acabou com o bônus mérito-escolar, criado em 2007 pelo então prefeito Cesar Maia.

Esse bônus dava direito aos alunos que, no final de cada período (inicial, intermediário e final), obtivessem o conceito Global MB, recebessem o bônus Mérito-Escolar correspondente a dois salários mínimos, que era dobrado se o conceito MB ocorresse em todas as disciplinas.

Agora, Eduardo Paes transformou a poupança numa premiação. Os alunos que obtiverem conceito MB no último ano receberão um laptop de presente, daqueles que o governo Sérgio Cabral comprou superfaturados. E isso sem avaliarem a progressão, o desempenho do aluno antes do último ano escolar.

Mas esta é a escola de Sérgio Cabral, a entrega de um laptop fica bem mais bonita na foto…

Leia abaixo o decreto de Eduardo Paes:

DECRETO Nº 30932 DE 30 DE JULHO DE 2009

Dispõe sobre o Mérito – Escolar na forma que menciona e dá outras providências.

CONSIDERANDO o estímulo e o exemplo na motivação para o estudo;

CONSIDERANDO o universo de alunos que alcançam e concluem o último ano do ensino fundamental;

CONSIDERANDO o quantitativo de alunos que obtêm conceito global MB (Muito Bom);

CONSIDERANDO a importância de premiar, dentre os alunos avaliados com conceito global MB ( Muito Bom), aqueles que se destacam, em todas as disciplinas, com nota 9 (nove) e 10 (dez),

DECRETA

Art. 1.º Os alunos que, ao final do 9º ano do ensino fundamental, tiverem obtido, durante todo o ano letivo, nota 9 ( nove) e 10 (dez) em todas as disciplinas, e conceito MB (Muito Bom), receberão o Prêmio Mérito Escolar, correspondente a um computador portátil individual – Laptop.

Art. 2.º Fica revogado o Decreto N.º 28.462 de 21 de setembro de 2007.

Art. 3.º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, 30 de julho de 2009 ; 445º ano da fundação da Cidade.