Eduardo Paes dá R$ 30 milhões para festa da FIFA

03/10/2011

O Rio pode “agradecer” ao prefeito Eduardo Paes por deixar de ganhar 600 casas populares, 3 escolas, 10 postos de saúde ou 8 UPAs. Os R$ 30 milhões que poderiam ser investidos em moradia, educação e saúde foram usados para organizar o sorteio das Eliminatórias da Copa de 2014.

Na última copa, na África do Sul, o mesmo evento custou cerca de R$ 2 milhões.

Leia a notícia completa em:

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/custo-de-festa-da-fifa-pagaria-salarios-de-17-6-mil-pms-no-rio-20110729.html


Paes gastará 100 vezes mais em publicidade

29/12/2009

RIO – A poucos dias de encerrar seu primeiro ano à frente da Prefeitura do Rio, Eduardo Paes (PMDB) se prepara para multiplicar por quase 100 o gasto anual do município com publicidade, passando-o de pouco mais de R$ 600 mil em 2009 para R$ 60 milhões.

Uma licitação para contratar três agências do setor e uma empresa de eventos por 24 meses, ao preço de R$ 120 milhões, já está em curso, devendo quebrar um padrão anterior da administração municipal – o de gastar pouco na área.

“Aqui não tinha agência, o Cesar Maia não fez”, diz Paes, admitindo que seu antecessor gastou pouco com divulgação na gestão passada. Ele afirma, entretanto, não ter pressa para fechar o contrato e, apesar da presença forte que tem na mídia, nega tê-la como prioridade.

Na proposta orçamentária, com votação prevista para hoje, a publicidade tem pouco mais de R$ 20 milhões reservados – será necessário fazer uma suplementação, depois da licitação. Não será difícil, se o prefeito conseguir aprovar o índice de 30% de remanejamento de verbas sem consulta ao Legislativo.

É o que propõe no projeto de lei. Em 2005, a despesa empenhada pela prefeitura de Cesar Maia para publicidade foi de R$ 1.947.461; em 2006, somente R$ 166.866; em 2007, R$ 818.029,11; em 2008, R$ 448.286,20; em 2009, R$ 649.492.

Veja a reportagem completa em:

 

 


Paes quebra promessa de campanha ao criar taxa de iluminação

11/12/2009

O Globo, 11/12/2009

Paes não cumpre a promessa de não aumentar impostos ao confirmar que vai sancionar nova taxa de iluminação pública no Rio

RIO – Ao confirmar na quinta-feira que vai sancionar o projeto de lei, aprovado pela Câmara, que cria a Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip) – uma nova taxa, com valores que variam de R$ 2 a R$ 90 mensais, dependendo do nível de consumo -, o prefeito Eduardo Paes descumpre uma promessa do primeiro dia de seu governo. Ao tomar posse, em 1º de janeiro deste ano, Paes prometeu que não aumentaria impostos, e sim a base tributária.

– Tudo o que a gente não precisa agora é de aumento de impostos. Nós vamos tratar de aumentar a arrecadação da cidade, ampliando a base. E essa possibilidade existe sem que se tenha que aumentar impostos – afirmou Paes em 1º de janeiro.

Na quinta-feira, Paes disse que sancionará a lei – que entrará em vigor em abril – em obediência à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo alegou, a prefeitura não pode renunciar a receita nenhuma. Ele argumentou que 90% dos municípios do Rio já fazem a cobrança e que o Rio foi uma das poucas capitais do país que não reajustaram o valor do IPTU este ano – outra promessa sua de campanha.

– É uma obrigação da prefeitura cobrar essa taxa. Todas as capitais do Brasil cobram. A LRF exige. No Rio, 70% da população não pagam IPTU e os valores são os mesmos há dez anos. Então, é o Rio se adequando – justificou Paes ontem.

O promotor Rodrigo Terra, da Defesa do Consumidor do Ministério Público do Rio, abriu nesta quinta-feira um inquérito civil público sobre a lei que autoriza o município a cobrar uma taxa de iluminação no Rio, que passaria a valer em abril de 2010. Apesar da previsão constitucional, ele explicou que há indícios de ilegalidades. Uma delas diz respeito à forma da cobrança, que será progressiva, com base no consumo mensal de energia. Outro aspecto é o fato de a taxa pública ser cobrada na conta de luz, um serviço privado.

As igrejas foram liberadas pela Câmara dos Vereadores do pagamento da nova taxa de iluminação pública. Na mesma sessão que aprovou o imposto, na quarta-feira à noite, os vereadores também acataram a emenda modificativa que isenta templos de qualquer culto do novo tributo. A restrição foi sugerida por três vereadores ligados à Igreja Universal: os pastores João Mendes de Jesus (PRB) e Jorge Braz (PTdoB), além de Tânia Bastos (PRP).

– Com base em que isentam as igrejas? Acredito que isso tenha sido uma moeda de troca do prefeito Eduardo Paes para conseguir os votos ao substitutivo que criou a Cosip – disse Carlos Bolsonaro (PP), um dos vereadores que votou contra a emenda e tentou barrar o substitutivo.

 

Leia as reportagens completas em:


Cariocas rejeitam título de ‘porco’ dado por Paes

04/12/2009

Jornal O Globo, 04/12/2009

A afirmação do prefeito Eduardo Paes de que o povo carioca “precisa ter mais educação, higiene e respeito com o espaço público” mobilizou a população em torno do debate sobre a limpeza nas ruas e praias da cidade. A discussão esquentou ainda mais depois que Eduardo Paes chamou os cariocas de “porcos”, quanto tratava dos banhistas que poluem as areias das praias, e ameaçou suspender por um dia inteiro o trabalho da Comlurb na Avenida Rio Branco e na orla carioca. O puxão de orelhas provocou reação imediata no fórum de debates da campanha “Nós e Você. Já São Dois Gritando” , que elegeu a limpeza urbana como tema de debates da semana, e teve em muitos de seus participantes ativos advogados de defesa do asseio da população.

Além de discordarem do prefeito, diversos leitores enviaram imagens do seu descontentamento com os serviços de limpeza urbana. As fotos mostram flagrantes de lixo nas ruas feitos pelos internautas – e enviados ao Eu-Repórter , seção de jornalismo partipativo do site do GLOBO. Alguns são exemplos de que nem sempre é só da população a culpa pela sujeira. O sistema de coleta em locais de grande movimento pode estar falhando também. A principal queixa é contra as lixeiras da cidade.

“A Comlurb não ajuda quem quer jogar o lixo no lugar certo. Essas papeleiras têm capacidade mínima e uma abertura minúscula. O que estão esperando para substituí-las?”, escreveu o empresário Roberto Motta, diretor da Associação de Moradores de Ipanema, ao enviar suas fotos. O empresário reconhece a falta de consciência ambiental de uma parcela significativa dos moradores da cidade, mas também reclama da eficácia dos recipientes instalados nos postes para comportar o lixo.

Outros leitores criticaram a ameaça do prefeito de tirar garis das ruas do Rio. “Retirar os garis com o pretexto de educar a população é um desrespeito com quem não joga lixo na rua. É muita cobrança para pouca realização”, considera o internauta Ricardo de Magalhães, que registrou sua queixa no fórum da campanha “Dois Gritando”. “O governo deveria usar os meios de comunicação para educar a população sobre a questão em vez de aplicar castigo”, protestou a leitora Carla Beatriz Barreto Nossar.

Outra fonte de indignação é a fiscalização (ou falta de) sobre a panfletagem irregular nas ruas, responsável por grande parte da imundície registrada no Centro, Catete e Tijuca. “Na Praça Saens Peña é enorme a quantidade de jovens distribuindo papéis. Quem pega, joga o anúncio fora dois passos adiante. A prefeitura tem conhecimento da situação e não faz nada. E agora o prefeito vem a público dizer que só a população é que é porca”, desabafa o leitor Rodolpho Evaristo de Oliveira Neto.

Reforçando a polêmica declaração de Paes, a Comlurb também responsabiliza quem emporcalha a cidade pelo excesso de lixo lançado nas ruas.

– Hoje existem mais de 120 mil papeleiras na cidade, sem contar com os 165 mil contêineres espalhados na orla e nas comunidades onde não chegam os caminhões compactadores. Se calhar de não haver uma lixeira por perto, o certo é guardar o que será descartado até encontrar um lugar próprio. Esse é um valor que deveria ser repassado em todos os lares – considera a presidente da Comlurb, Angela Fonti. 

Veja a reportagem completa em:
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/12/03/nao-somos-todos-porcalhoes-915039790.asp


Burocracia da Prefeitura Cancela Projeto Social no Vidigal

30/10/2009

O Estado de S. Paulo, 28/10/2009

O sonho de transformar o Morro do Vidigal, em São Conrado, zona sul do Rio, em polo turístico acabou. O empresário alemão Rolf Glaser, de 62 anos, que investiu R$ 1,1 milhão na compra de 37 propriedades na favela começou a vender tudo por 30% do valor de compra. “Perdi muito dinheiro. A prefeitura fez uma série de exigências e inviabilizou o negócio. Acho que algumas pessoas não gostam da favela, mas também não querem fazer nada para mudar a comunidade”, avaliou Rolf, que viaja hoje para a Alemanha. 

Em novembro de 2008, o alemão começou a comprar casas e terrenos no Morro do Vidigal, cuja favela tem vista panorâmica para o mar de São Conrado e para as Praias do Leblon e de Ipanema. A meta era construir casas que abrigassem turistas e um caminho de lojas, de lavanderia a uma casa de sucos. O empreendimento empregaria moradores do Vidigal – que, depois de algum tempo, seriam responsáveis por gerir o negócio. O empresário já participou de iniciativa semelhante na África.

O principal obstáculo ao empreendimento foi o embargo das obras pela prefeitura do Rio, em abril de 2009. “A prefeitura exigiu escrituras definitivas e os terrenos são posses. É a inoperância desses paquidermes gigantescos que são os órgãos públicos. A prefeitura veta porque quer voto. Eles barram qualquer pessoa que atraia a simpatia da população”, afirmou o arquiteto responsável pelo projeto, Hélio Pellegrino, do HGP Arquitetos Associados.

Procurado, o prefeito Eduardo Paes informou que não comentaria as críticas.

 

Veja a matéria completa:


Secretária de Educação de Paes não sabe Português

24/09/2009

A secretária municipal de Educação do Rio, Cláudia Costin, cometeu um um erro primário de grafia ao escrever sobre sua visita a um CIEP de Bangu, na Zona Oeste do Rio, no microblog Twitter.

Ao comentar sobre as pichações que cobriam os muros da escola, a secretária escreveu “pixação”.

Esse não é um erro admissível para alguém com a função de cuidar da educação de nossa cidade.

Leia em:

http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2009/09/24/secretaria-de-educacao-do-rio-comete-gafe-no-twitter-767751722.asp

 

Erro de português da Secretária na página do Twitter

Erro de português da Secretária na página do Twitter


Miriam Leitão: Paes Aumenta Burocracia para Arrecadar Mais

22/08/2009

Blog da Miriam Leitão em O Globo, 21/08/2009

Eduardo Paes aumenta burocracia para arrecadar mais

Em plena era da internet e das soluções em tempo real, a administração Eduardo Paes aumentou a burocracia na Prefeitura do Rio para arrecadar mais. A informação foi dada pelos próprios servidores, ligados à Secretaria de Ordem Pública.

O motorista que possui um carro rebocado é obrigado pela Prefeitura do Rio a pagar diárias que vão de R$ 20,22 (motocicletas) a R$ 199,98 (ônibus, caminhões e similares) pelo tempo em que o carro não é retirado do depósito. Ou seja, quanto maior o tempo dos veículos no pátio, mais dinheiro entra para os cofres da prefeitura.

Ainda de acordo com informações de servidores, a gestão Eduardo Paes trocou o tipo de boleto para o pagamento, eliminando o código de barras que possibilitava o pagamento em casa lotéricas. Agora, usa-se um boleto comum, desses que se compra em papelaria, que só pode ser pago na boca do caixa e em horário de funcionamento dos bancos (que é reduzido). Com isso, os carros passam mais tempo nos pátios pagando mais diárias.

Ao mesmo tempo em que tenta promover um choque de ordem na cidade, a Prefeitura não consegue colocar em ordem as informações que passa ao públicoSeu site (vejam aqui) diz que o pagamento pode ser feito em Casas Lotéricas, informação negada pelos servidores que disseram que esse site está desatualizado. Além disso, o telefone de informações ao público (21) 3293-1700 não funciona.

Como mostrou reportagem desta sexta-feira da jornalista Carla Rocha, do Globo, esse tipo de cobrança está sendo questionada na Justiça. As decisões proferidas até agora apontam que a Prefeitura pode apenas cobrar multas referentes à infração.

O blog solicitou por e-mail as seguintes informações à assessoria de imprensa da Prefeitura do Rio: Qual a receita das diárias de reboque (incluindo todos os tipos de veículos) no 1º semestre de 2009? Qual a mesma receita em anos anteriores? Quantos veículos foram rebocados de janeiro a julho deste ano? Quantos pagaram diária por pernoitar no estacionamento da Prefeitura? Por que o boleto para a retirada do veículo não permite o pagamento com código de barras, como era na gestão Cesar Maia? Quando isso foi alterado? O site da Prefeitura diz que pode ser pago em casas lotéricas, mas a informação passada na Rua das Andradas, 92, é que não pode. Como explicar isso? O telefone de informações ao público (21) 3293-1700 não funciona desde pelo menos quarta-feira. Por qual motivo?

Vamos ver em quanto eles retornarão e quais explicações têm a dar.

E vocês, leitores, têm visto aumento de burocracia na gestão pública?

 

Veja no blog da Miriam Leitão, em: