Prefeitura do RJ paga 3 vezes mais que o Exército por alimentos

De O Dia, 09/08/2009

A Prefeitura do Rio estaria pagando o triplo do preço desembolsado pelo Exército na compra de gêneros alimentícios, segundo levantamento do jornal O Dia. Pelo menos 30 produtos, entre frutas, laticínios, carnes e legumes, que constam da tabela de preços da Controladoria-Geral do Município e servem de referência para as aquisições municipais, custam mais para o Município do que para o Ministério da Defesa. Alguns tem variação de 251%. É o caso da lata de 500 ml do azeite de oliva, que sai a R$ 8,78 para a prefeitura e a R$ 2,50 para o Exército.

Em alguns produtos pagos pela prefeitura, é mais barato comprar em feiras e supermercados que no atacado. É o caso do alho, que custa R$ 7,81 para o Município e R$ 7,67 no varejo, segundo a apuração da Fundação Getúlio Vargas. A alta nos preços pagos pela prefeitura surpreendeu o professor de Direito Administrativo da Uerj Alexandre Aragão. “Produtos comprados em grandes quantidades não podem custar o mesmo que o de uma unidade. Só isso já requer uma fiscalização do poder público para ver se não há superfaturamento de preços“, afirma o especialista.

Outra distorção está no valor do leite em pó desnatado (300 g), que custa R$ 2,20 para os militares e R$ 5,97 para o Município, diferença de 171,36%. Para comprar os mesmos 355.620 quilos de batata inglesa lavada adquiridos pelo Exército, por exemplo, o Município teria que desembolsar R$ 387.625 a mais.

Empresas que venceram licitações na Prefeitura do Rio ficaram de fora da concorrência militar porque seus preços eram mais altos que companhias de outras cidades. No item queijo minas frescal, a vencedora foi uma empresa de laticínios de Valença que ofereceu ao Exército o produto por R$ 4,74. A Ermar Alimentos, que este mês ganhou R$ 10 milhões em concorrência municipal, cobrou R$ 5,10 pelo item.

 

Empresa investigada em CPI ganha novos contratos

Empresa alvo de investigação na CPI do Pãozinho, a Home Bread Indústria e Comércio Ltda ganhou uma licitação recente para fornecimento de merenda a 1.062 escolas municipais do Rio de Janeiro. Desta vez, ela levou R$ 9,8 milhões do contrato no valor de R$ 61,1 milhões dividido com mais três empresas.

De acordo com a Secretaria Municipal de Administração, “o fato de a empresa citada estar sob investigação não implica respaldo legal para o impedimento de sua participação em qualquer processo licitatório”. No entanto, a vereadora Lucinha (PSDB), presidente da CPI do Pãozinho, afirmou que o proprietário da Home Bread e representantes da FGV e da Secretaria Municipal de Educação serão os próximos a serem ouvidos na Câmara de Vereadores, na volta do recesso. “Vamos questionar a FGV sobre essa distorção. Como o Exército consegue comprar os mesmos alimentos pela metade do preço? No mínimo é desperdício de dinheiro público”, diz Lucinha.

A CPI apura irregularidades nos contratos da merenda. Uma reportagem de O Dia, em fevereiro, revelou que o quilo dos pãezinhos distribuídos aos 750 mil alunos das escolas da capital custavam mais do que o da carne. O pão careca de 30 g custava mais que o de 50 g.

 

Prefeitura nega irregularidades na cotação de preços

Em nota enviada ao jornal O Dia, a Secretaria Municipal de Administração negou que haja irregularidade na tabela de preços usada para compra de gêneros alimentícios para a prefeitura. O órgão garante que os valores estão dentro de padrões de mercado.

 

Leia a matéria completa em:

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3913634-EI8139,00-Prefeitura+do+RJ+paga+vezes+mais+que+o+Exercito+por+alimentos.html

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