Promessas em Falso

Secretária de Eduardo Paes admite a possibilidade de retomar sistema de progressão continuada

O fim da “aprovação automática” foi uma das principais bandeiras de Eduardo Paes em sua campanha pela prefeitura do Rio. Seu uso foi ostensivamente apresentado como um dos maiores erros da Prefeitura anterior. Extingui-la foi um de seus primeiros atos como prefeito. 

Agora, já utilizando o nome correto de Progressão Continuada, sua secretária de Educação admite retomar o sistema para as escolas municipais:

“Escalada pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), para cumprir a promessa de campanha de suspender os ciclos de progressão continuada adotados em 2007 na rede municipal pelo ex-prefeito Cesar Maia (DEM), a nova secretária da Educação, Cláudia Costin, admite a possibilidade de retomar o sistema.  – Portal G1, 12/01/2009

Veja em:
http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL951771-5604,00-RIO+ADMITE+A+POSSIBILIDADE+DE+RETOMAR+SISTEMA+DE+PROGRESSAO+CONTINUADA.html

Já apresentamos aqui um artigo excelente de Ali Kamel, jornalista de O Globo, defendendo o sistema. Releia em:
https://riopranaochorar.wordpress.com/2009/01/01/progressao-continuada/

Somos a favor da Progressão Continuada pois, quando bem implementada e com o acompanhamento correto, ela diminui a evasão escolar, ajudando a manter os alunos mais carentes nas escolas ao invés de devolvê-los às ruas. A grande questão aqui é que Paes não pode – e provavelmente nem pretende – cumprir a grande maioria de suas promessas. Muitas porque não são bem fundamentadas, como a apresentada neste artigo, outras porque são inviáveis tecnicamente, outras ainda porque não há real interesse político em cumpri-las e a grande maioria porque são tão megalomaníacas que não nem todo dinheiro da tão falada parceria com os governos estadual e federal as viabilizará.

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2 Responses to Promessas em Falso

  1. COTURNO CARIOCA disse:

    STF retira do ar informações de processos contra autoridades

    BRASÍLIA

    O Supremo Tribunal Federal (STF) acabou, desde a semana passada, com as possibilidades de o cidadão poder acompanhar, pela internet, informações sobre a natureza das acusações contra autoridades que respondem a processos na mais alta corte do País.

    A justificativa do Supremo é a de que a Secretaria de Tecnologia da Informação trabalha, durante o recesso forense, para aperfeiçoar os sistemas operacionais da intranet, onde apenas funcionários do tribunal têm acesso, e aqueles disponíveis ao público.

    A Secretaria de Comunicação do STF nega qualquer tentativa de censura das informações contra os políticos e autoridades, mas não informa quando a tipificação dos processos poderá voltar a ser divulgada.

    Com as alterações hoje vigentes no site, é impossível, por exemplo, acompanhar a que crimes respondem os 40 acusados de participar do esquema do mensalão ou por que ilícito o ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello é réu na Suprema Corte.

    O Supremo Tribunal Federal concentra inquéritos e ações penais contra autoridades que têm direito ao chamado foro privilegiado, como o presidente da República e o vice-presidente, deputados federais e senadores, ministros de Estado e dos tribunais superiores e o procurador-geral da República.

    De acordo com a Secretaria de Comunicação do Supremo, a falta de informações disponíveis é temporária e, ao término do trabalho dos técnicos da informática, todos os dados sobre a natureza dos crimes voltarão a ser disponibilizados ao público.

    Internamente, o sistema de abastecimento de dados de ações penais e processos contra autoridades continua funcionando normalmente. Fontes do STF informam que as alterações no site ocorreram para evitar que processos que tramitam em segredo de Justiça possam erroneamente ser publicados na página do Supremo na internet. A Secretaria de Comunicação nega essa hipótese.

    http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/01/13/e130119501.asp

  2. É muito fácil prometer durante a campanha. A questão agora é como cumprir e se cumprir será ou não o correto.
    Durante a gestão do ex prefeito César Maia, a administração escolar era toda conduzida por educadores e não por políticos. César sabia usar bem a experiência de grandes profisionais de carreira e é por isto que a educação no Rio passou a ser referência na América Latina.
    O Rio de Janeiro tem 1.054 escolas e cerca de 760 mil alunos da Educação Infantil à oitava série, além de 200 creches e 40 mil matrículas de professores. É a maior rede de ensino público da América latina, e considerada referência pelo Banco Mundial.
    Espero que haja bom senso e que os estragos não sejam tão grandes para que, com sua volta, César não tenha de começar como restaurador do Rio.
    Alguém tem alguma dúvida de que ele voltará? Eu não.
    Romeo Zanchett – artista plástico
    http://oriodejaneiroecesarmaia.spaceblog.com.br
    http://www.redecm.com.br

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