ONG usa dinheiro da Saúde para reformar sede

11/10/2011

Que as organizações sociais (OSs) seriam mais um caminho para desvio de dinheiro, já era notório. O prefeito Eduardo Paes vem, sistematicamente, entregando as verbas da saúde, educação e cultura a OSs, no mínimo, “suspeitas”.

A organização social Viva Comunidade, contratada para gerir unidades municipais de saúde, gastou dinheiro público para reformar dois andares da sede da ONG Viva Rio, na Rua do Russel, 76, na Glória. Inspeção do Tribunal de Contas do Município encontrou notas fiscais que comprovam despesas de R$ 140.721, mas o valor das obras pode chegar a R$ 208 mil. De acordo com o TCM, o Viva Rio é uma “espécie de entidade-mãe do Viva Comunidade”.

Leia na íntegra.


Eduardo Paes dá R$ 30 milhões para festa da FIFA

03/10/2011

O Rio pode “agradecer” ao prefeito Eduardo Paes por deixar de ganhar 600 casas populares, 3 escolas, 10 postos de saúde ou 8 UPAs. Os R$ 30 milhões que poderiam ser investidos em moradia, educação e saúde foram usados para organizar o sorteio das Eliminatórias da Copa de 2014.

Na última copa, na África do Sul, o mesmo evento custou cerca de R$ 2 milhões.

Leia a notícia completa em:

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/custo-de-festa-da-fifa-pagaria-salarios-de-17-6-mil-pms-no-rio-20110729.html


O choque de ordem de Maria Moita

06/01/2010

Coluna do Élio Gáspari na Folha de S. Paulo e O Globo de 06/01/2010

O RIO DE JANEIRO precisa de um choque de ordem. Em pouco mais de 24 horas o governador Sérgio Cabral passou do descaso à empulhação e assumiu uma postura de dragão de festa chinesa para rebater as críticas de que sumira diante das tragédias de Angra dos Reis e da Ilha Grande.

Cabral anunciara que passaria a última noite de 2009 em sua casa de Mangaratiba. Dispondo de acesso a uma marina, estava a 40 minutos da praia do Bananal ou da encosta da Carioca. Por terra, são 57 quilômetros, lembrou o repórter Ricardo Noblat, que passou o dia 1º procurando-o.

O tempo consumido por Cabral para chegar a Angra seria justificável se os desmoronamentos tivessem ocorrido em abril passado, quando estava de férias em Paris. Caso tivesse recebido a notícia no hotel (o George 5º, apreciado por Greta Garbo) no início da manhã, teria como pousar no Galeão no meio da madrugada seguinte, debaixo de aplausos.
Sempre que um governante entra atrasado na cronologia de uma catástrofe, procura oferecer uma explicação racional. George Bush está explicando até hoje por que acordou tarde no episódio do furacão Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005. Cabral justificou-se com uma aula de ciência política autocongratulatória:

– Tenho discernimento e seriedade. Em uma situação de crise, quem tem que estar no local são as autoridades que de fato podem assumir o comando do problema. Você jamais vai me ver fazendo demagogia. No momento de crise, estavam aqui os dois secretários da pasta. Qualquer exploração política a respeito chega a ser um deboche com a população. Isso é ridículo.

Ridículo é pagar impostos para ouvir coisas desse tipo. Se não havia o que fazer na região do desastre na quarta-feira, por que ele foi lá na quinta? Discernimento? Seriedade? Demagogia? Pode-se dizer o que se queira do marechal-presidente Castello Branco (1964-1967), menos que ele fosse bonito ou demagogo. Pois na enchente de 1966 ele foi à rua de Laranjeiras onde desabara um edifício.

Cabral saiu do ar na quarta-feira, dia 31. Às 15h daquele dia estavam confirmadas as mortes de 19 pessoas na Baixada Fluminense e em Jacarepaguá, com pelo menos 600 desabrigados. (No dia seguinte seriam 4.000.)
Admita-se que as visitas a locais de desastres (todas, inclusive as do papa) são gestos simbólicos, pois o que conta é a qualidade da gestão.

Nesse aspecto, a de Cabral é pré-diluviana. Em 2009 seu Orçamento tinha R$ 152,7 milhões alocados para obras de controle de inundações.

Numa conta, de seus técnicos, gastou 67% desse valor. Noutra conta, gastou nada.

Se não fez o que devia, o que não devia fez. Em junho, o governador afrouxou as normas de proteção ambiental da região do litoral e das ilhas de Angra, beneficiando sobretudo o andar de cima e seu mercado imobiliário. O Ministério Público entrou na briga e o caso está na mesa do procurador-geral Roberto Gurgel.

O choque de ordem de marquetagem que Cabral, seu prefeito e sua polícia aplicam espetaculosamente no Rio de Janeiro vale de cima para baixo. Pega mijões, camelôs e barraqueiros. O alvo é sempre o “outro”.

Um dia, virá o choque de Maria Moita, trazido por Vinicius de Moraes e Carlos Lyra:

“Pôr pra trabalhar Gente que nunca trabalhou”.

Leia no site de O Globo:


Paes gastará 100 vezes mais em publicidade

29/12/2009

RIO – A poucos dias de encerrar seu primeiro ano à frente da Prefeitura do Rio, Eduardo Paes (PMDB) se prepara para multiplicar por quase 100 o gasto anual do município com publicidade, passando-o de pouco mais de R$ 600 mil em 2009 para R$ 60 milhões.

Uma licitação para contratar três agências do setor e uma empresa de eventos por 24 meses, ao preço de R$ 120 milhões, já está em curso, devendo quebrar um padrão anterior da administração municipal – o de gastar pouco na área.

“Aqui não tinha agência, o Cesar Maia não fez”, diz Paes, admitindo que seu antecessor gastou pouco com divulgação na gestão passada. Ele afirma, entretanto, não ter pressa para fechar o contrato e, apesar da presença forte que tem na mídia, nega tê-la como prioridade.

Na proposta orçamentária, com votação prevista para hoje, a publicidade tem pouco mais de R$ 20 milhões reservados – será necessário fazer uma suplementação, depois da licitação. Não será difícil, se o prefeito conseguir aprovar o índice de 30% de remanejamento de verbas sem consulta ao Legislativo.

É o que propõe no projeto de lei. Em 2005, a despesa empenhada pela prefeitura de Cesar Maia para publicidade foi de R$ 1.947.461; em 2006, somente R$ 166.866; em 2007, R$ 818.029,11; em 2008, R$ 448.286,20; em 2009, R$ 649.492.

Veja a reportagem completa em:

 

 


Avaliação de Paes despenca

28/12/2009

RIO – Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostra que o prefeito de Curitiba (PR), Beto Richa (PSDB), é o mais popular entre os governantes de nove capitais avaliados pelo instituto.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), obteve a oitava posição entre os nove prefeitos pesquisados, com nota média de 5 pontos. A avaliação do governo despencou para 29% para ótimo/bom, um recuo de nove pontos em relação a março, quando chegou a 38%. A nota média do prefeito também caiu, era de 6 pontos no período. Cresceu ainda cinco pontos o índice de ruim/péssimo, ficando em 29%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 14 e 18 de dezembro.

Avaliação de Eduardo Paes
Março de 2009:
Ótimo + Bom: 38%, Ruim + Péssimo: 24%
Dezembro de 2009: Ótimo + Bom: 29%, Ruim + Péssimo: 29%

Veja a reportagem completa em:


Choque de estupidez

26/12/2009

O Globo, Segundo Caderno, 24.12.2009

por Cora Rónai

Escrevo sobre a Lagoa, mas a situação é a mesma em toda a cidade. Onde quer que haja prédios antigos, há problemas de estacionamento. A razão não chega a ser mistério: quando a maioria desses prédios foi construída, carro era um luxo dispensável. A cidade era razoavelmente bem servida de ônibus, bondes e lotações, e se havia distância entre os pontos e as casas dos seus usuários, havia também segurança para que eles pudessem cobrir essa distância a pé, a qualquer hora do dia ou da noite.

Hoje o transporte público do Rio é uma piada, em que pesem inaugurações festivas de metrô, e ninguém mais está garantido, mesmo no percurso de uns poucos quarteirões.

É por isso que fico furiosa quando vejo a prefeitura rebocando carros a três por quatro em lugares onde eles não atrapalham ninguém, sobretudo na calada da noite. Não há nada de “educativo” na medida, que não favorece ninguém, exceto os donos dos reboques, os cofres da prefeitura e quem quer que lucre financeiramente com isso.

Uma cidade que funciona deve oferecer alternativas viáveis aos seus habitantes antes de partir para a estupidez. Em vez de rebocar os carros de moradores de prédios antigos, que não têm culpa das levas de corrupção municipal que permitiram a construção de tantos edifícios sem garagem, as autoridades deviam estudar soluções reais e bem intencionadas para o problema. Do jeito que está, o cidadão que paga IPTU e IPVA, mas que só entra nos planos do governo na hora do reboque, está sendo triplamente lesado.

Na semana passada a editoria Rio trouxe duas manchetes muito eloquentes a respeito da situação aqui perto de casa. A primeira, na página 13, dizia “Choque de ordem reboca carros na Lagoa”. A segunda, na página 21, dizia “Motoristas são assaltados em sinais da Lagoa”. Entre outras coisas, a matéria sobre os reboques informava que a operação foi iniciada nos primeiros minutos da madrugada, e que apenas em frente ao número 2.142 foram levados oitos automóveis.

Ninguém merece assaltos e reboques simultâneos, mas é a isso que estamos condenados no circo do senhor Paes. Dá para acreditar na boa fé de uma operação de reboque que vai ao ar depois de meia-noite?! A sua finalidade, está claro, não é desimpedir a passagem para os pedestres, até porque ninguém tem mais coragem de andar pelas ruas da cidade de madrugada.

Veja o texto completo em:


Paes quebra promessa de campanha ao criar taxa de iluminação

11/12/2009

O Globo, 11/12/2009

Paes não cumpre a promessa de não aumentar impostos ao confirmar que vai sancionar nova taxa de iluminação pública no Rio

RIO – Ao confirmar na quinta-feira que vai sancionar o projeto de lei, aprovado pela Câmara, que cria a Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip) – uma nova taxa, com valores que variam de R$ 2 a R$ 90 mensais, dependendo do nível de consumo -, o prefeito Eduardo Paes descumpre uma promessa do primeiro dia de seu governo. Ao tomar posse, em 1º de janeiro deste ano, Paes prometeu que não aumentaria impostos, e sim a base tributária.

– Tudo o que a gente não precisa agora é de aumento de impostos. Nós vamos tratar de aumentar a arrecadação da cidade, ampliando a base. E essa possibilidade existe sem que se tenha que aumentar impostos – afirmou Paes em 1º de janeiro.

Na quinta-feira, Paes disse que sancionará a lei – que entrará em vigor em abril – em obediência à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo alegou, a prefeitura não pode renunciar a receita nenhuma. Ele argumentou que 90% dos municípios do Rio já fazem a cobrança e que o Rio foi uma das poucas capitais do país que não reajustaram o valor do IPTU este ano – outra promessa sua de campanha.

– É uma obrigação da prefeitura cobrar essa taxa. Todas as capitais do Brasil cobram. A LRF exige. No Rio, 70% da população não pagam IPTU e os valores são os mesmos há dez anos. Então, é o Rio se adequando – justificou Paes ontem.

O promotor Rodrigo Terra, da Defesa do Consumidor do Ministério Público do Rio, abriu nesta quinta-feira um inquérito civil público sobre a lei que autoriza o município a cobrar uma taxa de iluminação no Rio, que passaria a valer em abril de 2010. Apesar da previsão constitucional, ele explicou que há indícios de ilegalidades. Uma delas diz respeito à forma da cobrança, que será progressiva, com base no consumo mensal de energia. Outro aspecto é o fato de a taxa pública ser cobrada na conta de luz, um serviço privado.

As igrejas foram liberadas pela Câmara dos Vereadores do pagamento da nova taxa de iluminação pública. Na mesma sessão que aprovou o imposto, na quarta-feira à noite, os vereadores também acataram a emenda modificativa que isenta templos de qualquer culto do novo tributo. A restrição foi sugerida por três vereadores ligados à Igreja Universal: os pastores João Mendes de Jesus (PRB) e Jorge Braz (PTdoB), além de Tânia Bastos (PRP).

– Com base em que isentam as igrejas? Acredito que isso tenha sido uma moeda de troca do prefeito Eduardo Paes para conseguir os votos ao substitutivo que criou a Cosip – disse Carlos Bolsonaro (PP), um dos vereadores que votou contra a emenda e tentou barrar o substitutivo.

 

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